Chegamos umas 06h00, arrumamos um simpático hotel à beira mar, preço mais que razoável, metade ou menos que temos pago, e fomos dar um passeio.
Melhor lugar da viagem até agora linda cidade de menos de 10 mil habitantes que tem sua economia baseada na mineração de ouro e prata e muito turismo.
Conseguiu ganhar de Puerto Madryn por ser bem menor e muito mais barata.
Fomos jantar num local simples e comemos uma carne assada que parecia uma manteiga de tão macia.
Na saída queria comprar aspirinas e a farmácia estava fechada. Bati na porta e me atenderam com enorme simpatia.
Agora na recepção para uma última cerveja e a atualização deste diário.
Saca só o lugar descolado.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Puerto San Julian
Guanacos e avestruzes num trecho bem mais bonito da estrada.
Um capotamento de um Celta com socorro de caminhões e policiais. Infelizmente alguém se machucou.
O mais bonito foi ver um pequeno grupo de guanacos dentro das cercas da Ruta 3. Bonito, mas perigoso. Vi dois destroçados por atropelamentos.
Parei para tirar fotos. Pena que o iPhone não tem zoom.
O melhor? Foi ver que esses bichos são livres, pois pulam as cercas tão facilmente como nós subimos um degrau de escada.
Carlos estava me esperando no posto YPF daqui da entrada da cidade e comentou que três avestruzes ameaçaram atravessar sua frente. Comigo foi uma. Este trecho merece muita atenção por conta disto.
Um capotamento de um Celta com socorro de caminhões e policiais. Infelizmente alguém se machucou.
O mais bonito foi ver um pequeno grupo de guanacos dentro das cercas da Ruta 3. Bonito, mas perigoso. Vi dois destroçados por atropelamentos.
Parei para tirar fotos. Pena que o iPhone não tem zoom.
O melhor? Foi ver que esses bichos são livres, pois pulam as cercas tão facilmente como nós subimos um degrau de escada.
Carlos estava me esperando no posto YPF daqui da entrada da cidade e comentou que três avestruzes ameaçaram atravessar sua frente. Comigo foi uma. Este trecho merece muita atenção por conta disto.
Tres Cerros
Neste trecho cruzei com Cezar. Este, sim, um verdadeiro forte. Ex combatente da Guerra das Malvinas, pai de 7, de Rawson, Chubut, indo para Ushuaia. Faz de 20 a 60 km por dia. Carregava algumas laranjas e garrafas d'água. Talvez algumas sequelas dos bombardeios na cabeça mas uma simpatia e uma enciclopédia de informações turísticas.
Carlos me viu parar mas passou batido. Não sei onde está.
Carlos me viu parar mas passou batido. Não sei onde está.
Calleta Olívia
Carlos fez a revisão da sua moto em uma boa autorizada Honda enquanto Edmilson e eu fomos comprar galões extras de combustíveis. Compramos de 5 litros pois parece não ter problemas de abastecimento até Ushuaia.
Em Calleta Olívia Edmilson seguiu na frente. As informações do Spot são de sua localização, não mais a nossa , Carlos e eu seguimos mais devagar, não só por causa da moto menor do Carlos como também para aproveitar o caminho com um pouco mais de calma. Não temos um avião para pegar dia 7/3 como Edmilson e ele quer chegar um pouco antes lá para conhecer algumas coisas antes de embarcar de volta.
Hoje acordamos com o vento forte e frio. Tiramos nossas roupas mais quentes do fundo das malas e vestimos. Até aqui formam suficientes e ainda temos mais para vestir.
O vento é que mostrou toda sua força. Impressionante. A pilotagem é mais dura, faz-se muita força no guidão e os braços são bastante exigidos. As ultrapassagens se tornam mais perigosas e a atenção tem que ser redobrada.
Dormiremos em Puerto San Julian ou um pouco mais à frente.
Edimilson tentará chegar em Rio Gallegos.
Em Calleta Olívia Edmilson seguiu na frente. As informações do Spot são de sua localização, não mais a nossa , Carlos e eu seguimos mais devagar, não só por causa da moto menor do Carlos como também para aproveitar o caminho com um pouco mais de calma. Não temos um avião para pegar dia 7/3 como Edmilson e ele quer chegar um pouco antes lá para conhecer algumas coisas antes de embarcar de volta.
Hoje acordamos com o vento forte e frio. Tiramos nossas roupas mais quentes do fundo das malas e vestimos. Até aqui formam suficientes e ainda temos mais para vestir.
O vento é que mostrou toda sua força. Impressionante. A pilotagem é mais dura, faz-se muita força no guidão e os braços são bastante exigidos. As ultrapassagens se tornam mais perigosas e a atenção tem que ser redobrada.
Dormiremos em Puerto San Julian ou um pouco mais à frente.
Edimilson tentará chegar em Rio Gallegos.
Comodoro Rivadávia
Depois do pequeno tour na linda Puerto Madryn voltamos à Ruta 3 que nos leva ao Sul.
Finalmente conhecemos o famoso vento patagônico. São rajadas fortes em cima de um constante vento no bordo direito. Em vários momentos a moto fica inclinada uns 10 graus e o braço direito faz mais força para compensar esta pêndulo.
Nas ultrapassagens de caminhões é preciso bastante atenção pois enquanto se está ao abrigo a moto volta à posição vertical, mas logo que se passa pela cabine do caminhão a rajada te pega e o susto é grande. Depois de três ou quatro dessas já se está craque. Não há relatos de acidentes de mototuristas por esta causa.
Conhecemos Juan que está fazendo 18 mil km com sua Honda Tornado 250 visitando todas as capitais dos estados (províncias) argentinos. Elevé do Chaco.
No meio deste trecho o tempo virou de um Sol de rachar para uma chuva fina e um frio que nos obrigou a parar para vestir mais roupas e luvas. Amanhã já teremos os agasalhas mais à mão.
Comodoro Rivadávia é feia e a procura por um hotel razoável nos custou duas preciosas horas de descanso.
Amanhã Carlos fará a revisão da sua moto e talvez Edmilson tenha que seguir à frente para conseguir pegar seu vôo em Ushuaia dia sete.
Compraremos os galões extras de gasolina. Hoje a moto do Carlos chegou a anunciar uma pane seca que acabou não acontecendo por pouco.
Finalmente conhecemos o famoso vento patagônico. São rajadas fortes em cima de um constante vento no bordo direito. Em vários momentos a moto fica inclinada uns 10 graus e o braço direito faz mais força para compensar esta pêndulo.
Nas ultrapassagens de caminhões é preciso bastante atenção pois enquanto se está ao abrigo a moto volta à posição vertical, mas logo que se passa pela cabine do caminhão a rajada te pega e o susto é grande. Depois de três ou quatro dessas já se está craque. Não há relatos de acidentes de mototuristas por esta causa.
Conhecemos Juan que está fazendo 18 mil km com sua Honda Tornado 250 visitando todas as capitais dos estados (províncias) argentinos. Elevé do Chaco.
No meio deste trecho o tempo virou de um Sol de rachar para uma chuva fina e um frio que nos obrigou a parar para vestir mais roupas e luvas. Amanhã já teremos os agasalhas mais à mão.
Comodoro Rivadávia é feia e a procura por um hotel razoável nos custou duas preciosas horas de descanso.
Amanhã Carlos fará a revisão da sua moto e talvez Edmilson tenha que seguir à frente para conseguir pegar seu vôo em Ushuaia dia sete.
Compraremos os galões extras de gasolina. Hoje a moto do Carlos chegou a anunciar uma pane seca que acabou não acontecendo por pouco.
domingo, 4 de março de 2012
Puerto Madryn - pequeno tour
Algumas fotos da manhã.
Agora estrada até Comodoro Rivadávia.
Perguntaram porque da correria. O Edmilson volta de avião dia 7. Ou ganhamos chão todos os dias ou não chegamos a tempo.
Agora estrada até Comodoro Rivadávia.
Perguntaram porque da correria. O Edmilson volta de avião dia 7. Ou ganhamos chão todos os dias ou não chegamos a tempo.
Puerto Madryn
Conseguimos chegar! Para que fiquemos cansados e sujos precisaríamos de uns dois dias tomando banhos de ervas e em hotéis cinco estrelas. Ou seja, estamos imundos e no fim das energias.
Pilotando à noite, faltando alguns km, avistamos luzes que pareciam uma avenida. Era o aeroporto que está uns dez km da cidade que é bonita, rica, de quase cem mil habitantes. Uma orla ajeitada e uma noite agitada. Achamos um hotel de frente para o mar (não o quarto) com preço razoável.
Nem tomamos banho e saímos para comer uma pizza e tomar algumas cervejas. Uma cena de Felini, uns porcos misturados com os habitantes locais vestidos para um sábado à noite.
Durante a o dia passamos por duas cidades sem qualquer sinal wi-fi e não foi possível atualizar este diário de bordo.
Retas e mais retas, uma paisagem inóspita, com movimento intenso de carros e caminhôes.
Num dos trechos percebi um santuário diferente, parecia mais lixo que crença, sobre uma defunta para quem os viajantes deixam garrafas pet.
Num dos postos que abastecemos encontramos um grupo de três mototuristas argentinos subindo e fomos perguntar informações. Nos disseram que a partir daqui temos que ter galôes extras de combustível para não termos panes secas pelo caminho.
Amanhã (hoje, 4 de março) queremos terminar o dia em Comodoro Rivadávia. A primeira parte do dia servirá para algum passeio por perto.
Mais uma peça da minha indumentária teve que ser abandonada, uma luva fina para caminhadas que usava para moto e que não resistiu a tantas passadas de marcha. Gostava dela. Ainda não me sai da memória a Bull Terrier jogada no lixo do hotel em Bahia Blanca.
Ps.: não tenho respondido os comentários porque no iPhone esta tarefa mais parece um parto de porco espinho. Mas lemos todos, pois a ferramenta me envia por email.
Ps2.: ontem não consegui postar, vai hoje (4/3) de manhã.
Pilotando à noite, faltando alguns km, avistamos luzes que pareciam uma avenida. Era o aeroporto que está uns dez km da cidade que é bonita, rica, de quase cem mil habitantes. Uma orla ajeitada e uma noite agitada. Achamos um hotel de frente para o mar (não o quarto) com preço razoável.
Nem tomamos banho e saímos para comer uma pizza e tomar algumas cervejas. Uma cena de Felini, uns porcos misturados com os habitantes locais vestidos para um sábado à noite.
Durante a o dia passamos por duas cidades sem qualquer sinal wi-fi e não foi possível atualizar este diário de bordo.
Retas e mais retas, uma paisagem inóspita, com movimento intenso de carros e caminhôes.
Num dos trechos percebi um santuário diferente, parecia mais lixo que crença, sobre uma defunta para quem os viajantes deixam garrafas pet.
Num dos postos que abastecemos encontramos um grupo de três mototuristas argentinos subindo e fomos perguntar informações. Nos disseram que a partir daqui temos que ter galôes extras de combustível para não termos panes secas pelo caminho.
Amanhã (hoje, 4 de março) queremos terminar o dia em Comodoro Rivadávia. A primeira parte do dia servirá para algum passeio por perto.
Mais uma peça da minha indumentária teve que ser abandonada, uma luva fina para caminhadas que usava para moto e que não resistiu a tantas passadas de marcha. Gostava dela. Ainda não me sai da memória a Bull Terrier jogada no lixo do hotel em Bahia Blanca.
Ps.: não tenho respondido os comentários porque no iPhone esta tarefa mais parece um parto de porco espinho. Mas lemos todos, pois a ferramenta me envia por email.
Ps2.: ontem não consegui postar, vai hoje (4/3) de manhã.
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