sábado, 17 de março de 2012

Cerro Castilho

Os trâmites para entrar na Chile foram os piores que já tive em todas as viagens que fiz. Não sei o que passou com um estúpido cara da aduana que resolveu implicar comigo por absolutamente nada.

Após esse pequeno dissabor fizemos o perímetro oeste do lago Buenos Aires.

Lindas paisagens neste início da tão falada Carretera Austral. A estrada muito dura de um cascalho solto, com muitas costelas que acordaram Lia e Laura.

Logo depois de comermos uns sanduíches, nossa primeira refeição, por volta das 17h00, Dick, um dos canadenses, seguiu à frente do grupo. Poucos minutos depois chegamos ao local de seu acidente. Entrou um pouco mais forte em uma curva e quando percebeu que sairia pela tangente pisou fundo demais nos freios . Em estrada de cascalho o preço é cobrado na hora. Caiu e quebrou sua clavícula direita.

Estávamos no meio do nada. A vila mais perto a 42 km de distância. A noite chegando, nenhum carro passando e resolvemos enviar dois canadenses para procurar ajuda à frente.

Depois de quase 2 horas conseguimos parar um carro que ia no nosso sentido norte e colocamos Dick no banco traseiro.

Fomos atrás e encontramos os dois canadenses que tinham ido antes, já voltando em um carro chileno. Eram amigos da Margarida, dona da única pensão da vila, a que estava a 42 km à frente.

Não havia mais de 40 casas, mas tinha um posto de saúde e um bom enfermeiro, Cristian. Não só atendeu muito bem como conseguiu uma ambulância para levar o canadense até Coihaique, uma cidade de uns 40 mil habitantes com um bom hospital.

Nós ficamos na pensão da Margarida. Ela já havia levado café no posto de saúde e, quando chegamos à hospedagem, perto de meia noite, nos preparou um arroz com salsicha, milho e vagem. Confesso que foi a melhor refeição até aqui.

Tiramos algumas fotos dela e seu filho Juan ao nos despedirmos dessa alma santa.

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