Ano passado fui numa Yamaha XT 660R que pode ser vista na foto do post de 22 de fevereiro, abaixo.
Este ano vou com uma Honda XL 700 Transalp. O curioso é que o nome da moto vem de trans Alpes Europeus, mas vamos atravessar mesmo as Cordilheiras Andinas. Edmilson irá com uma igual.
O Carlos vai com uma Honda XRE 300, uma moto mais leve. Nos retões de asfalto quem ditará a velocidade será ele. Pela teoria das filas seguir a velocidade do elemento mais lento é o modelo mais eficiente. Nas estradas de rípio que faremos, aproximadamente uns 800 a 1.000 km, a maioria na Ruta 40 argentina e outra boa parte na Carretera Austral chilena, esta equação se inverte pois a XL 700 mais pesada será a mais lenta. O Carlos será bem mais feliz neste terreno que Edmilson e eu.
Ano passado Aldo e eu conhecemos o tal do rípio, que são pedras redondas que descem das Cordilheiras Andinas. Algumas pequenas e outras que chegam ao tamanho de meio punho fechado. Na travessia que fizemos do Chile para a Argentina, pelo passo Hua Hum e conhecendo os maravilhosos Sete Lagos argentinos, pegamos alguns quilômetros desse tipo de estrada. Não conseguimos andar a mais de 80 km por hora, isso nos melhores trechos. É uma pilotagem bem complicada e as curvas devem ser feitas com extremo cuidado para que a moto não derrape de frente o que causa um tombo fácil, ainda mais com as motos mais pesadas.
As fotos abaixo foram tiradas na casa dos nossos queridos vizinhos Yone e Lauro, que nos emprestam o Wi-Fi neste período que estamos sem internet em casa, justo no momento de preparação da viagem.


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