Conseguimos chegar! Para que fiquemos cansados e sujos precisaríamos de uns dois dias tomando banhos de ervas e em hotéis cinco estrelas. Ou seja, estamos imundos e no fim das energias.
Pilotando à noite, faltando alguns km, avistamos luzes que pareciam uma avenida. Era o aeroporto que está uns dez km da cidade que é bonita, rica, de quase cem mil habitantes. Uma orla ajeitada e uma noite agitada. Achamos um hotel de frente para o mar (não o quarto) com preço razoável.
Nem tomamos banho e saímos para comer uma pizza e tomar algumas cervejas. Uma cena de Felini, uns porcos misturados com os habitantes locais vestidos para um sábado à noite.
Durante a o dia passamos por duas cidades sem qualquer sinal wi-fi e não foi possível atualizar este diário de bordo.
Retas e mais retas, uma paisagem inóspita, com movimento intenso de carros e caminhôes.
Num dos trechos percebi um santuário diferente, parecia mais lixo que crença, sobre uma defunta para quem os viajantes deixam garrafas pet.
Num dos postos que abastecemos encontramos um grupo de três mototuristas argentinos subindo e fomos perguntar informações. Nos disseram que a partir daqui temos que ter galôes extras de combustível para não termos panes secas pelo caminho.
Amanhã (hoje, 4 de março) queremos terminar o dia em Comodoro Rivadávia. A primeira parte do dia servirá para algum passeio por perto.
Mais uma peça da minha indumentária teve que ser abandonada, uma luva fina para caminhadas que usava para moto e que não resistiu a tantas passadas de marcha. Gostava dela. Ainda não me sai da memória a Bull Terrier jogada no lixo do hotel em Bahia Blanca.
Ps.: não tenho respondido os comentários porque no iPhone esta tarefa mais parece um parto de porco espinho. Mas lemos todos, pois a ferramenta me envia por email.
Ps2.: ontem não consegui postar, vai hoje (4/3) de manhã.












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