Duas horas e meia de balsa é tempo suficiente para descansar e observar.
Gente tem curiosidade sobre gente diferente. Sempre.
Muitos habitantes locais e um bando de turistas. Dois casais de jovens franceses em dois pequenos motorhomes, ambos com cachorros (curioso demais) dentro, gente de não mais de 30 anos. Um destes casais com uma filha linda, de uns 3 para 4 anos. E um grupo de alemães, a maioria mais velhos que nós, gente de 60 ou mais. Este grupo num serviço chileno de turismo muito interessante. Pequeno caminhão transformado numa enorme Van executiva, com todo conforto, fazendo pacotes descolados nesta região. Tem foto deste caminhão, que fiz mais para lembrar do site. Todos com suas Canon EOS 5D, a melhor máquina fotográfica atual que eu conheço, e lentes de toda natureza. Os franceses mais parecendo bichos-grilos mais alegres.
Um dos operadores da balsa começou a falar português arrastado conosco, tinha trabalhado 5 anos na nossa costa, em um rebocador de plataformas de petróleo. No meio da travessia o capitão lhe passou o comando e sumiu. Aproveitei e subi na torre de comando para saciar minhas curiosidades.
Chegando no porto de Punta Arenas procuramos os taxistas para perguntar se conheciam oficinas autorizadas Honda. Um deles se ofereceu para nos levar, bastando que o seguíssemos. Aqui o taxi é coletivo, enquanto tem demanda e espaço eles param e os passageiros entram. E duas motos atrás deste que quis ajudar. Mencionei que não tinha pesos chilenos e o cara disse que não estava cobrando, só queria nos indicar uma oficina.
Chegamos lá e o dono nos disse que podia arrumar a moto, mas haverá uma corrida neste fim de semana e a prioridade deles é esta. Perguntas sobre outra e nos indicou a Honda Pablo Paredes. Perto, não mais de 3 quadras.
A sorte e a generosidade andam freqüentemente juntas.
Marcela, mulher do Pablo, nos atendeu. E nos entendeu, principalmente. Chamou o marido, contou nossa história, e Pablo, de uns 40 e poucos, nos disse que em uma hora a moto estaria pronta.
Falamos que não tínhamos almoçado, já umas 18h00, e Marcela nos indicou o Dino's, duas quadras dali. O melhor hambúrguer da cidade. A questão é que não tínhamos pesos chilenos e na hamburgueria só em "efectivo".
O cartão mágico do Itaú produziu pesos num caixa automatica e o cartão do Carlos, do Bradesco, aporrinhação.
Achamos uma casa de câmbio, Carlos trocou um qualquer e comemos os dois melhores hambúrgueres da história da humanidade.
Voltamos na Pablo Motos e a do Carlos está absolutamente reparada para seguir viagem.
Achamos um bom Hostal no centro, menos da metade do preço dos dois melhores hotéis, e fui comprar achocolatado e maçãs para meu parceiro, abatido pelos acontecimentos.
Ainda dei um passeio na famosa praça onde deve-se tocar o pé do índio para não haver alguma praga, crendice que não entendi direito. Mas fui lá e fiz.
"No creo en brujas, pero que las hay, las hay"!
Atualização: Carlos acordou bem, dores no corpo suportáveis. Vamos à Puerto Natales, 270 km ao norte.
Lá decidimos o resto do dia, após avaliarmos as condições. Não sei se conheceremos Torres del Paine hoje ou amanhã.
Tiramos mais duas fotos da praça central, que fica à uma quadra do Hostel Patagônia onde estamos.









vida de motoqueiro...
ResponderExcluirum abraço,
Rubão